O homem e a avestruz



Um homem entra num bar com uma avestruz atrás dele. 
 Ambos se aproximam do balcão e o homem diz: 
- Queria um hamburguer com batatas fritas e uma coca-cola. 
 Diz a avestruz: 
 - Eu também. 
 O empregado serve-os e diz: 
 - São 8 euros e 30 cêntimos. 
 O homem leva a mão ao bolso e tira de lá o dinheiro certo para pagar. 
 Finda a refeição, o homem e a avestruz saem. 

 No dia seguinte regressam outra vez. 
 O homem diz: 
 - Queria um cachorro quente e uma 7up. 
 Diz a avestruz: 
 - Para mim é o mesmo. 
 O empregado serve-os e diz: 
 - São 5 euros e 60. 
 O homem mete a mão ao bolso e tira de lá o dinheiro certo, novamente. 
 O empregado pergunta-lhe: 
 - Desculpe, mas... Há aqui qualquer coisa de muito estranho... Uma avestruz que fala e que pede sempre o mesmo que você... Você nunca precisa de troco, tem sempre o dinheiro certo... Como é que faz isso?
 - Bem... Há uns anos atrás encontrei uma lâmpada mágica. Esfreguei-a e de lá saíu um génio que me concedeu dois desejos. O meu primeiro desejo foi ter sempre a quantia certa para pagar o que quer que fosse no meu bolso.
 - Ena, mas isso foi uma excelente escolha... Outra pessoa provavelmente teria pedido uma quantia certa, mas assim o senhor tem dinheiro para sempre! 
 - Exacto. Não importa se vou pagar um cachorro quente, um hamburguer ou um mercedes. Tenho sempre dinheiro certo. 
 - Sim senhor... Mas então e a avestruz? 

 - Bem, foi o meu segundo desejo... Pedi uma miúda com um rabo grande, pernas grandes, que me seguisse para todo o lado e que concordasse em tudo comigo.

Mãe e filha




Diz a mãe para a filha:
 - Ó filha, tu gostas do teu namorado? 
- Gosto! Ele até me chama: minha gatinha; minha coelhinha! 
- Pois é! Mas depois os animais vão crescendo. É minha vaca, minha baleia!...

Jesus e seus discípulos



Jesus reuniu os seus discípulos para subirem a montanha.
 Antes de começarem a caminhada, Jesus pediu que cada um levasse consigo uma pedra. 
 Todos os apóstolos carregaram grandes pedras, como forma de sacrifício. 
 Judas, no entanto, levou apenas uma pedrinha na mão e ia atirando-a ao ar pelo caminho, brincando com ela. 
 Findas as quatro horas de caminhada, Jesus rodeou-se dos 12 e transformou as pedras de cada um em pão. Todos comeram e se saciaram menos Judas, que passou fome, já que tinha apenas uma bucha de pão para comer. 
 No dia seguinte, Jesus chamou-os novamente para subir a montanha. Judas, desta vez, levou um grande pedregulho com ele, ao passo que os outros, ainda com dores nas costas do dia anterior, levaram apenas pequenas pedras. Judas esforçou-se para carregar o pedregulho. 
Chegou ao fim completamente suado, cheio de dores e com bolhas nas mãos e nos pés. Jesus reuniou os 12 em seu redor, olhou para Judas, viu o tamanho do pedregulho que ele carregava e o estado em que ele se encontrava e disse: 
 - Ó Judas... Mas nós hoje trouxemos lanche...

Dois caranguejos encontram um chouriço...



Dois caranguejos encontram um chouriço. 
 Um deles diz:
 - Vamos comê-lo! 
 - Vamos... Mas olha, isto era bom era se tivéssemos um pãozito para acompanhar! 
 - Pois era, mas onde é que vamos agora arranjar o pão? 
 - Tu vais procurá-lo e eu fico aqui a guardar o chouriço! 
 - Ah, não! Eu já te conheço! Mal eu fosse buscar o pão tu comias o chouriço sozinho! 
 - Não como nada! Eu só fico aqui a guardá-lo para ninguém o comer! Eu espero por ti!
 - Hum... Não sei se confie em ti...
 - Confia, confia! Vá, vai lá buscar o pãozito!
 - Bem... Está bem... Mas que nem te passe pela cabeça comeres o chouriço sozinho!
 - Não te preocupes! 
 O caranguejo lá vai e o outro fica a guardar o chouriço, com as tenazes no ar. Passa-se uma hora, duas, três, uma tarde, um dia, dois dias, três dias, uma semana, duas, um mês, dois, três, um ano, dois...
 Finalmente o caranguejo lá se apercebe que o amigo já não vem e decide comer o chouriço sozinho. 
 Mal ele baixa uma tenaz para dar o primeiro corte no chouriço, salta o outro caranguejo detrás de uma pedra a gritar: 
 - Eu sabia! Já não vou buscar o pão!

Dois agricultores e um porco

Um agricultor deixa três notas de quinhentos euros em cima de uma mesa e, enquanto está distraído, o porco come-lhe as notas. 
 A mulher sugere ao homem que dê bagaço ao porco para ele arrotar, de forma a que as notas voltem cá para fora. 
 Como não tem bagaço em casa, o homem leva o porco à taberna e pede dois bagaços, um para ele e um para o porco. 
 Dali a pouco, o homem dá um pontapé no rabo do porco e ele arrota uma nota. 
 Mais um pouco, mais um pontapé, mais uma nota. 
 Um outro agricultor aproxima-se e pergunta: 
 - Eu vi bem? 
Sem mais, o homem dá novo pontapé ao porco, há um novo arroto e surge uma nova nota. 
 Diz novamente o segundo agricultor, tirando um molho de notas do bolso:
 - Dou-lhe 50,000 euros por esse porco. 
 - Vendido! O homem pega no dinheiro, deixa o porco com o outro e vai-se embora. 
 Jornal do dia seguinte: "Agricultor mata porco a pontapé."

"Temos sandes de tudo!"

Um sujeito pára o carro junto a um café na província, entra e repara num cartaz que dizia:
 "Temos sandes de tudo!" O sujeito pergunta ao empregado: 
 - Olhe lá... Tem mesmo sandes de tudo? 
 - De tudo! 
 - Pois, pois... E se eu pedir algo que não têm dizem-me que está esgotado, não é? 
 - Olhe... Já vi que não acredita, mas isto aqui funciona assim... Você pede, e se o dono, que é o meu pai, não fizer a sua sandes como você pediu, ele dá-lhe 50 euros!
 - Ui... Está a falar a sério? 
 - Estou! Ora peça lá!
 - Ah é? Então olhe, quero uma sandes de rabo de cavalo com mostarda do Nilo e morangos da Amazónia maduros em pão de centeio barrado com manteiga de cabra! 
 O moço vai até à cozinha, fala com o pai e ouve-se os dois a discutir e o pai a gritar ao filho que não tinha nada que fazer aquela proposta a toda a gente que aparecia. O dono do estabelecimento sai então da cozinha, visivelmente zangado, dirige-se à caixa, abre-a, tira uma nota de 50 euros, entrega-a ao homem e diz:
 - Lamento mas não podemos satisfazer o seu pedido... 
 O homem pega na nota, sorri e diz, conforme a mete ao bolso: 
 - É tramado, não é? 
 - Pode crer... Em 20 anos que aqui estou, é a primeira vez que me pedem pão de centeio!

E se a cerveja fosse uma família?